Sensibilidade a sons, formas, texturas, cores,cheiros... O mundo que se cultiva dentro de um “eu” é o mundo que só faz sentido se visto sob uma ótica detalhada e minuciosa. Cada coisinha constrói, pouco a pouco, um mundo que custa e resiste a ser destruído pelos efeitos inevitáveis do tempo e das mudanças trazidas pelo próprio. Não somente as pessoas mas as próprias coisas, a própria energia que se transmite por um único pensamento, se encarregam de te remeter a alguém, a alguma coisa... O engraçado hoje é que as pessoas fogem, o tempo inteiro, do entendimento de si mesmas e do outro e acreditam –realmente acreditam- que podem ter uma segurança em ter alguém recorrendo a aspectos tão fúteis ou, até mesmo, seguindo supostas regras, normas de condutas, livros de auto-ajuda, coisas do gênero...É cíclico, não se conhecem e, por isso, nunca poderão conhecer o outro. Quantos são os poréns, os motivos que levam cada um a fazer uma coisa, a história de vida, fatos que interferem em toda uma construção de personalidade e refletem no comportamento de cada um. Há quem acredite que é perda de tempo se conhecer ou tentar o fazer. Eu já acredito que as coisas perdem a beleza quando a pessoa não sabe quem é, o que quer e não tenta descobrir o porque de estar aqui nesse mundão de Deus... E acredite, isso já é um começo para o auto-conhecimento.
Cada coisa tem muito de ponto de vista. Ou você se entrega a uma mera visão padronizada e previsível de tudo e todos ou você mete a mão na massa e tenta entender e participar do universo do outro para, aí então, poder julgar. Não faço apologia ao entendimento exacerbado já que saber demais também é prejudicial, mas sim a verdadeira vontade de conhecer as pessoas com quem está do lado, conhecer o âmago delas, não viver de suposições. Na vida a pessoa sempre tem opções várias, e em todas as situações, mesmo nas mais tristes e catastróficas você pode ver luz se quiser: Uma possibilidade de aprendizagem talvez, uma chance de cair pra se erguer mais forte.
Nada é perfeito, não existiria a felicidade se não houvesse a tristeza. Tudo é muito mais do pode parecer, navegar dentro de si mesmo também é preciso, desbravar os sete mares por mais tenebroso e arriscado que possa parecer. As coisas fazem mais sentido, e se corta pela raiz a idéia de que “todo homem é igual”, “mulher é tudo a mesma coisa, só muda de endereço” já que todos sabemos que não é assim como disse um amigo meu: Se homem é tudo igual, porque mulher escolhe tanto?! Então, deixemos de lado a preguiça, vamos viver de substância, de intensidade, de verdade, vamos nos estressar com o que verdadeiramente importa já que não há tempo a ser perdido. Abra a cabeça!
O mundo é grande e curioso?
Nós somos muito mais.
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