Me deparei com uma pessoa falha no espelho. Uma pessoa que faz besteira e, por vezes, se queima em prol de uma coisa que não sabe até onde vai ser boa. Não sei, sinceramente, para que diabos serve a sensibilidade hoje em dia. Deveriam criar uma dessas armaduras de aço estilo Iron Man para todo mundo, olhos computadorizados, coisas do gênero, e a parte do cérebro que fica responsável por transmitir essas malditas ”informações” deveria se tornar algo vestigial. Na verdade, acho que isso deveria acontecer com a pessoa que aqui vos escreve, me descobri uma pessoa que não sabe lidar com impulsos, sentimentos e emoções... E to vendo que isso é um problema, e sério.
Ando passando por uma crise em que não estou conseguindo mais separar o sentimento da razão de modo que tudo, no fim, é sempre resultado do que eu sinto. Antes era exímia quanto a cálculos comportamentais, hoje sou um verdadeiro fracasso. Não consigo mais usar minha sensibilidade em prol dos meus interesses – não necessariamente somente meu, mas pelo menos um pouco - e acabo, muitas vezes, perdendo muitas coisas por assustar pessoas que não entendem a minha pretensão e os meus motivos.
Descobri que tenho agido impulsivamente quando vejo que uma coisa não vai dar bem. Com freqüência esqueço que nem sempre é bom avisar, alertar, brigar, e falar redundantemente – pra que a pessoa entenda e não faça o que eu tenho medo que faça. Tem certas coisas que embora pareçam claras é melhor que não sejam ditas, é melhor que fiquem no silêncio, ou num olhar que o outro tem a opção de interpretar ou não...
Hoje não consigo mais esconder uma palavra qualquer, não consigo esconder quando eu estou redondamente apaixonada por alguém, não consigo esconder quando não gosto de uma pessoa, quando estou triste ou alegre. Tenho uma necessidade gritante de compartilhar o que se passa dentro de mim... Os maus pressentimentos, os medos, as alegrias, as dores, o que eu aprendi, onde errei.
Estou ficando, a cada dia, mais esperta e, ao mesmo tempo, mais burra. Acho que de tanto procurar, nas pessoas, o que elas são... Acabei tornando o meu Eu mais evidente. E ando fazendo burradas... Desde os meus 15 anos eu vejo quem não presta se dar bem, e quem vale algo viver chorando pelos cantos e, acredite ou não, não quero ser um desses que fica pelos cantos.
Tenho que aprender a usar oque tenho de bom e nobre não apenas por usar e ajudar os outros mas também ao meu favor. Maniqueísmo nem sempre é, no período de uma vida, real. Até os bons – chamo de bons aqueles que não se utilizam meios baixos pra conquistar um objetivo quaisquer e, portanto, fazem o bem – tem que ser inteligentes pra continuar sendo bons.
Por enquanto vou ali comprar uma camisa de força pra evitar agir de acordo com a vontade que tenho, de acordo com o que sinto que devo fazer... Ah, e vou evitar álcool também – ele é uma merda quando a gente não tá devidamente controlada.
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