Ela, desde pequena, escolheu que queria escolher – e sim, isso é uma escolha! Escolheu que queria, criteriosamente, escolher quem casaria, quem seria amiga, o que seria por dentro, e para quem daria o seu coração. Entendeu duramente que, para escolher, ela teria que, acima de qualquer coisa, se conhecer de modo bastante profundo e equivalente a seriedade das suas escolhas. Entendeu que o pior de tudo não era saber o que queria e, dentre tantas milhões de coisas e pessoas, escolher uma ou algumas, mas sim era o peso de negar várias oportunidades, vários caminhos que se apresentam em inúmeras bifurcações e que tinham que ser negados em prol do ato de seguir em frente.
Muita gente indagou a essa menina do porque de tanta determinação, de tanta garra e inteligência com os sentimentos... Muita gente não entendeu porque ela recusava chorar quando a situação praticamente EXIGIA isso. O que acontece é que essa menina percebeu desde cedo que a felicidade tem seu preço, que nada cai do céu e sabia que não tinha tempo a perder. E, quando seu coração tava destruído por ter, mais uma vez, uma esperança despedaçada, ela se preparava para uma nova situação e se tornava, cada vez mais, uma pessoa melhor.
Ela entendeu que os melhores beijos, as carícias, os abraços mais fortes e sinceros tinham que ser dados para quem fosse merecedor de tais coisas, não para quem não soubesse reconhecer a importância disso, pra um “qualquer” em outras palavras.
Foi mal interpretada inúmeras vezes porque não banalizou os SEUS sentimentos com alguém que se disse merecedor deles. Teve seu âmago visto por pouquíssimas pessoas – o que estranho se tratando de alguém tão transparente - que tomou isso como um teste: Começou a valorizar quem, em meio a tantas pessoas, fosse capaz de QUERER saber, QUERER conquistar, QUERER invadir e assim, estar, conhecer e amar. Quem estivesse disposto ou até, quem diria, viciado nesse game onde ir passando as fases nunca teve premiações tão válidas e marcantes.
Embora ela não precisasse de muito pra viver, e se contentasse com tantas coisas... No quesito felicidade ela era exigente a ponto de negar o “tanto faz” e sofrer todos os danos dessa ESCOLHA.
Ela não sabe até hoje se fez o certo, mas está consciente de que escolheu ser o que é baseado em pilares concretos e, até hoje, nunca se arrependeu de nenhuma das poucas escolhas que fez... E continua escolhendo!
~* Leva amor pro mundo, mas o seu amor, o que vem de dentro do seu peito e que traz consigo palavras como lealdade, companheirismo e intensidade, só a poucos pertencem, só a poucos pertencerão.
Obs: Não é muito racional, o retorno é em longo prazo, mas que é um método eficaz é. Desvia-se bastante do que não presta... Pena que não é fácil.
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